Cometa C/2025 A6 (Lemmon)
Elementos orbitais
MPEC 2025-T80
Época
Periélio

Distância do periélio (q)

Excentricidade        (e)

Longitude do periélio (w)

Longitude do Nodo Asc (W)

Inclinação            (i)
2025 Nov. 21,0
2025 Nov. 8,5384

0,529888 ua
0,995634

132,9702°
108,0980
°
143,6636°
Atualizado em 16 fev 2026

Esse cometa foi detectado em 3 de janeiro de 2025 por D. C. Fuls (Mount Lemmon Survey). Na ocasião o brilho fo objeto foi medido em magnitude 21,6 situado próximo ao limite das constelações de Gêmeos, Câncer e Cão Menor. Segundo as efemérides do MPC o máximo brilho desse cometa alcançaria a 10ª magnitude no final do mês de outubro de 2025. No entanto, os parâmetros fotométricos inicialmente calculados por Yoshida indicam que tal máximo brilho alcançaria valores entre a 6ª e 7ª magnitude. Já a CBET nº 5594 calculam outros parâmetros que apontavam para um máximo brilho em torno de magnitude 7,5. Essa mesma circular informa que o cometa passou 2,33 ua de Júpiter em 16 de abril de 2025. Em 23 de setembro a Seção de Cometas da Alemanha (VdS) calculou os parâmetros fotométricos H0 = 6,3 e n = 6. Esses parâmetros apontariam para um máximo brilho de 2ª magnitude (linha verde escura tracejada no gráfico mais abaixo). Usando as observações estritamente visuais disponíveis no website COBS, calculamos os parâmetros H0 = 6,7 e n = 4 (linha azul no gráfico mais abaico). Com isso a visibilidade do cometa iniciou em meados de setembro quando seu brilho era estimado em torno da 8ª magnitude, disponível momentos antes de o Sol nascer, transitando a parte sul da constelação de Lince.
Em 15 de setembro Geovandro Nobre (Manaus/AM) obteve imagem desse cometa e a fotometria CCD indicou um brilho em torno de magnitude 11,4.
No final de setembro seu brilho aumentou para a 7ª magnitude enquanto se situa cerca de 5 graus ao norte de alpha Lyncis. Durante a primeira semana de outubro seu brilho aumentou para a 6ª magnitude enquanto passava de Lince para Leão Menor e Ursa Maior, nas proximidades das estrelas lambda e mu UMa. Essa aparição matutina inicial favoreceu os observadores do hemisfério norte e aqueles situados no extremo norte e nordeste do Brasil, embora em 27 de setembro Marco Goiato (Araçatuba/SP) tenha detectado visualmente o cometa na 7ª magnitude momentos antes de o Sol nascer. Durante a segunda semana de outubro o cometa transitou a parte sul da constelação da Ursa Maior, mas sua altura diminuía com o passar dos dias, mesmo com um brilho aumentando para a 4ª magnitude. Em 20-21 de outubro ele passou mais próximo da Terra numa distância de 0,59 ua (89 milhões de km). Nessa ocasião ele só estava acima do horizonte brasileiro durante o dia.
Ainda para as regiões norte e nordeste do Brasil, o cometa passou a ser visível imediatamente após o pôr-do-sol a partir de 23 de outubro quando seu brilho, segundo nossos parâmetros, estaria em torno da 4ª magnitude enquanto transitava as proximidades da estrela omega Bootes (magnitude 4,8).
Atenção: apesar desse valor previsto de brilho, devido às circunstâncias de visibilidade próximas ao horizonte e do crepúsculo vespertino, era necessário pelo menos um binóculo com aumento de 7 a 10 vezes para detectar o cometa, exceto se ele se mostrasse muito mais brilhante que o previsto.
A partir de 26 de outubro o cometa esteve disponível também às regiões sudeste e centro-oeste do Brasil enquanto transita a constelação da Serpente (cabeça) ainda com um brilho em torno da 4ª magnitude.
A partir de 29 de outubro o cometa também esteve disponível à Região Sul do Brasil, sendo visível imediatamente após o pôr-do-sol, situado no limite das constelações de Serpente, Ofiúco e Hércules, provavelmente ainda com um brilho em torno da 4ª magnitude.
No anoitecer de 31 de outubro ele ingressou na constelação de Ofiúco e seu brilho ainda se manteve em torno da 4ª magnitude.

O cometa foi reobservado visualmente por Marco Goiato logo após o pôr-do-sol nos dias 1º e 4 de novembro, avaliando o brilho em magnitude 4,5 e usando binóculos 20x100 e 7x50 para detectar o cometa.

Entre os dias 3 e 5 de novembro o observador não deveria confundir o cometa com os aglomerados globulares M10 e M12 situados cerca de 3 graus a nordeste da trajetória aparente do cometa.
Em 8 de novembro ele passou pelo periélio, numa distância de 0,53 ua do Sol (~79 milhões de km). Nessa data ele manteve sua visibilidade ao anoitecer situado na parte centro-sul de Ofiúco e com um brilho em torno da 5ª magnitude. Durante a terceira semana de novembro seu brilho deve se manter na 5ª magnitude e em seguida ele atravessa a parte sul de Ofiúco onde há diversos aglomerados globulares.
No final de novembro seu brilho diminui para a 6ª magnitude bem como sua altura, de modo que mesmo após o pôr-do-sol o cometa já está mergulhado nas luzes do crepúsculo.

Após a conjunção com o Sol, o cometa reapareceu no céu matutino na última semana de dezembro de 2025 com um brilho em torno de 9ª magnitude, situado na parte sul da constelação do Escorpião, entre as estrelas lambda e mu Scorpii. Sua visibilidade é favorável à Região Sul.
Em meados de janeiro de 2026 seu brilho ainda estava entre a 9ª e 10ª magnitude quando se situou na região de eta Scorpii.


Veja os registros feitos no Brasil.


As curvas de luz foram obtidas por meio das fórmulas:

m1 = 13,2 + 5 log D + 10 log r (MPC)

m1 = 10   + 5 log D +  8 log r (CBET)

m1 =  6,3 + 5 log D + 15 log r (VdS, tracejado)

m1 =  6,2 + 5 log D +  6 log r (REA)

Os pontos pretos são registros feitos no Brasil.
©2007 Yoshida - soft Comet for Win


Órbita: o diagrama abaixo mostra a órbita e as posições do cometa e da Terra na data do periélio. (©2002 JCRuig - soft Orbitas)

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