Cometa C/2024 E1 (Wierzchos)
Elementos orbitais
MPEC 2025-X127
Época
Periélio

Distância do periélio (q)

Excentricidade        (e)

Longitude do periélio (w)

Longitude do Nodo Asc (W)

Inclinação            (i)
2025 Nov. 21,0
2026 Jan. 20,7674
0,566094
ua
1,000078

243,6267°
108
,0796°
 75,2398°
Atualizado em 16 fev 2026

Esse cometa foi descoberto por Kacper W. Wierzchos (Universidade do Arizona, EUA) em quatro imagens CCD obtidas em 3 de março de 2024 por meio do telescópio refletor de 1,5 metros do Mount Lemmon Survey. Na ocasião o objeto se apresentava como um astro de 20ª magnitude, coma de 4 segundos de arco e situado na constelação de Dragão.
Segundo os elementos orbitais publicados no MPC e usando os parâmetros fotométricos H0 = 7 e n = 4, o cometa deveria atingir um brilho máximo de 5ª magnitude em meados de janeiro de 2026. Os parâmetros publicados na CBET nº 5364 (CBAT), por sua vez, foram mais cautelosos e indicam um máximo brilho de 7ª magnitude na mesma época. No último trimestre de 2025 Yoshida calculou os parâmetros
H0 = 9 e n = 3, indicando que o máximo brilho talvez não ultrapassasse a 8ª magnitude na época do periélio.

Usando o cenário inicial previsto pelo MPC,
em meados de novembro de 2025 o astro estava disponível aos observadores do norte e nordeste do Brasil, visível imediatamente após o pôr-do-sol nas proximidades da estrela 41 Ophiuchi e brilhando na 10ª magnitude. Durante a primeira semana de de dezembro de 2025 seu brilho estava em torno da 9ª magnitude, porém já mergulhado nas luzes do crepúsculo.

Após a segunda semana de dezembro de 2025 até meados de janeiro de 2026 se encontrou em pequenas elongações em relação ao Sol, impedindo sua visualização.

Ele reapareceu no céu vespertino a partir de 16 de janeiro de 2026 quando seu brilho estava em torno da 8ª magnitude.
Seu periélio ocorreu em 20 de janeiro de 2026 quando se situou numa distância de 0,56 ua (84 milhões de km) do Sol. Nessa data ele foi visível ao anoitecer situado na constelação de Microscópio e brilhando na 8ª magnitude.
Em 23 de janeiro Andrew Pearce (Austrália) detectou o cometa na 7ª magnitude enquanto J. Aguiar (Campinas/SP) avaliou o brilho em magnitude 6,3 na mesma data.
Em 25 de janeiro ele ingressou na constelação de Grou e seu brilho se manteve em torno da 7ª magnitude.
Em 26 de janeiro A. Amorim avaliou o brilho do cometa na 7ª magnitude usando refrator 90mm f/10 e binóculo 20x50.

Veja os registros feitos no Brasil.

Após atravessar brevemente a parte noroeste da constelação de Fênix entre 5 e 8 de fevereiro, o cometa ingressou na constelação de Escultor no anoitecer do dia 9 de fevereiro e seu brilho ainda era avaliado em torno da 7ª magnitude.
Em 16 de fevereiro ele passa mais próximo da Terra numa distância de 1 ua (149,6 milhões de km). No anoitecer desta data ele se situa na constelação do Escultor, cerca de 4 graus à leste de alpha Sculptoris.
Entre 22 e 28 de fevereiro ele atravessa a constelação de Baleia enquanto seu brilho diminui para a 8ª magnitude.
Entre 1º e 13 de março seu brilho diminui a 9ª magnitude enquanto cruza a parte noroeste da constelação de Erídano.
Durante a segunda quinzena de março o cometa atravessa a parte sudeste da constelação de Touro enquanto seu brilho diminui para a 10ª magnitude, encerrando sua aparição.


As curvas abaixo foram obtidas por meio das fórmulas

m1 =  7   + 5 log D + 10 log r (MPC, tracejado)

m1 =  8,5 + 5 log D +  8 log r (CBET)

m1 =  8   + 5 log D + 8,5 log r (Yoshida)

m1 =  9   + 5 log D + 7,5 log r (Yoshida)

©2007 Yoshida - soft Comet for Win


Órbita: o diagrama abaixo mostra a órbita e as posições do cometa e da Terra na data do periélio. (©2002 JCRuig - soft Orbitas)

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